Pular para o conteúdo principal

João Ferreira – Psicólogo em Alphaville – São Paulo

Se você procura um psicólogo em Alphaville porque o cansaço não passa, a cabeça não desliga e o corpo começou a dar sinais de esgotamento, este texto foi escrito para você.

Sou João Ferreira, psicólogo clínico, CRP 06/166802. Atendo em consultório presencial em Alphaville, Barueri. Meu trabalho tem três focos: estresse crônico, ansiedade generalizada e síndrome de burnout.

Quem chega até mim costuma ter um perfil parecido. Executivos, empresários, líderes e outros profissionais de alta responsabilidade. Gente que resolve o problema de todo mundo e adia o próprio por anos. Quase sempre a procura vem depois de um susto: uma crise no meio da rua, um exame alterado, uma madrugada inteira olhando para o teto ou, nos casos mais intensos, uma passagem pelo pronto-socorro.

Neste artigo você vai ver quando vale procurar um psicólogo, como funciona o acompanhamento e como saber se ele faz sentido para o seu momento.

Quem é João Ferreira, psicólogo em Alphaville

Comecei a cuidar de pessoas em sofrimento por estresse há mais de 10 anos, ainda na terapia integrativa. Depois vieram a graduação em Psicologia e a clínica baseada em evidência. Hoje são mais de 3.000 atendimentos psicológicos realizados.

Também conheço o outro lado. Já tive uma crise de ansiedade a caminho do trabalho, com o peito apertado e a certeza de que ia infartar ali mesmo. Por isso levo muito a sério quando alguém me diz “eu não posso parar”.

Psicólogo em Alphaville

Minha formação:

  • Bacharel em Psicologia, CRP 06/166802
  • Terapia Cognitivo-Comportamental (TCC) e terapias de terceira onda (ACT e MBCT)
  • Pós-graduação em Práticas Integrativas e Complementares em Saúde
  • Curso de manejo do estresse concluído pela Harvard Health Publishing (Harvard Medical School)
  • Membro da ISMA-BR (International Stress Management Association)
  • Professor de Psicopatologia, TCC e Terapias de Terceira Onda, com mais de 3.000 alunos entre psicólogos e terapeutas

Psicólogo perto de mim em Alphaville: atendimento presencial

Quem digita “psicólogo perto de mim” quase sempre quer resolver duas coisas: distância e agenda. Para quem mora ou trabalha em Alphaville, Santana de Parnaíba, Tamboré e arredores de Barueri, o atendimento presencial acontece no consultório em Alphaville. Alameda Madeira, 258, sala 1503, Edifício Guinzza Trade Center, Alphaville, Barueri (SP), CEP 06454-010.

Consultório em AlphavilleAlameda Madeira, 258, sala 1503
Edifício Guinzza Trade Center
Alphaville, Barueri (SP) · 06454-010

Como chegar

O horário se decide na primeira conversa, a partir da sua realidade. A melhor terapia é a que você consegue sustentar dentro de sua rotina.

Quando procurar um psicólogo para estresse e burnout

O melhor momento é antes de o corpo decidir por você. Alguns sinais mostram que já passou da hora de esperar:

  • Você dorme e acorda cansado, quase todos os dias.
  • Você passa o dia com muito sono e pouco foco.
  • A cabeça não desliga à noite. Você revisa reuniões, planeja o dia seguinte, ensaia conversas, discute mentalmente.
  • A irritação aparece por coisas pequenas, em casa e no trabalho.
  • Esquecimentos e dificuldade de concentração que antes não aconteciam.
  • Sintomas físicos que os exames não explicam: aperto no peito, tensão muscular, estômago ruim, dor de cabeça frequente.
  • O fim de semana não recupera mais. Na segunda-feira, a bateria já começa no vermelho.
  • Você está em casa, mas longe de quem ama.
  • Pouca paciência com filhos e familiares.
  • Explosões de raiva.
  • Mais álcool ou cigarro do que antes, para conseguir relaxar.

Um sinal isolado não fecha diagnóstico. Vários deles juntos, por semanas, merecem avaliação por um psicólogo especializado.

Quem carrega muita responsabilidade costuma adiar o cuidado com a própria saúde mental porque “agora não é um bom momento”. Acredite: o momento ideal raramente chega. E o “boleto emocional” sempre vem com juros.

Tratamento para burnout, estresse e ansiedade em Alphaville

Três quadros concentram a maior parte do meu trabalho. Eles costumam andar juntos, e é raro alguém chegar com um só.

Síndrome de burnout: o que é e quais são os sintomas

A Organização Mundial da Saúde descreve a síndrome de burnout como resultado do estresse crônico no trabalho que não foi bem administrado. Na CID-11, em vigor desde janeiro de 2022, ela recebeu o código QD85. A OMS reserva o termo para o contexto profissional, e por isso o burnout também é chamado de síndrome do esgotamento profissional.

O quadro se apoia em três eixos:

  • ExaustãoUm cansaço físico e mental que o descanso não resolve. O fim de semana passa e a energia não volta.
  • DistanciamentoO trabalho que antes tinha sentido vira peso. Aparecem irritação, cinismo ou indiferença com clientes, equipe e resultados.
  • Sensação de ineficáciaA impressão de que nada do que você faz é suficiente, mesmo quando os números dizem o contrário.

Os sintomas de burnout também aparecem no corpo. Os mais relatados são insônia, dor de cabeça frequente, tensão muscular, problemas gastrointestinais, alterações no apetite e uma imunidade que parece ter ido embora: você passa a adoecer com mais frequência.

A diferença entre estresse e burnout está na energia. No estresse, a pessoa ainda corre: sente urgência, acelera, se cobra mais. No burnout, o tanque esvazia: falta força, some o sentido e o desânimo toma o lugar da pressa. O estresse crônico sem tratamento é um dos caminhos mais comuns até o esgotamento.

Em executivos e empreendedores, o burnout costuma chegar disfarçado. A pessoa continua entregando, mas à custa do sono, da família e da saúde. Quando os outros percebem, o esgotamento mental já vinha se acumulando havia meses, às vezes anos.

No Brasil, a Portaria GM/MS nº 1.999, de novembro de 2023, incluiu a síndrome do esgotamento profissional na Lista de Doenças Relacionadas ao Trabalho.

Estresse crônico e estresse no trabalho

O estresse é uma resposta natural e útil de sobrevivência. Ele prepara o organismo para agir rapidamente e deveria desligar quando a ameaça passa. No estresse crônico, o alarme fica preso no ligado.

Diante de uma ameaça, o cérebro aciona dois sistemas de resposta, os eixos SAM e HPA, que liberam adrenalina e cortisol. O coração acelera, os músculos se preparam e a atenção se estreita. Para fugir de um perigo real, o mecanismo funciona muito bem. O problema é que o cérebro reage de forma parecida a uma reunião tensa, a uma meta trimestral e a um celular que não para de vibrar com uma avalanche de mensagens no WhatsApp. No estresse no trabalho, o alarme dispara o dia inteiro.

O neurocientista Bruce McEwen deu nome ao desgaste acumulado desse processo: carga alostática. É o preço que o corpo paga por se adaptar o tempo todo sem se recuperar. Por isso um feriado prolongado alivia, mas não resolve. O que o organismo precisa é de recuperação contínua.

Os sintomas de estresse crônico costumam aparecer em conjunto:

  • cansaço excessivo, mesmo depois de dormir;
  • cansaço mental e dificuldade para tomar decisões simples;
  • tensão no pescoço, nos ombros e na mandíbula;
  • irritação e pavio curto;
  • café para funcionar de dia e algum recurso para desligar à noite.

Ansiedade generalizada

O transtorno de ansiedade generalizada (TAG) vai além da preocupação comum do dia a dia. É uma preocupação excessiva, difícil de controlar, que se espalha por vários assuntos ao mesmo tempo: trabalho, saúde, família, dinheiro. Quando um problema se resolve, a mente já encontrou o próximo.

Pelos critérios do DSM-5-TR, o manual diagnóstico da Associação Americana de Psiquiatria (APA), essa preocupação aparece na maior parte dos dias, por pelo menos seis meses, e vem acompanhada de sintomas de ansiedade como:

  • inquietação ou sensação de estar sempre no limite;
  • cansaço fácil;
  • dificuldade de concentração ou “brancos”;
  • irritabilidade;
  • tensão muscular, principalmente em ombros, pescoço e mandíbula;
  • sono ruim: demora para dormir, despertares no meio da noite ou sono que não descansa.

Em profissionais de alta responsabilidade, a ansiedade no trabalho costuma se esconder atrás da competência. Prever todos os cenários ajuda a fechar contratos e a evitar erros. O problema começa quando a mente não consegue mais parar de prever, e o planejamento vira ruminação: pensar no mesmo problema por horas sem chegar a decisão nenhuma.

Ansiedade generalizada e crise de ansiedade são quadros diferentes. “Crise de ansiedade” é o nome popular para um episódio agudo, em que a ansiedade sobe muito em pouco tempo. Quando esse pico é súbito, chega ao máximo em minutos e traz sintomas como coração disparado, falta de ar e medo de morrer ou de perder o controle, o DSM-5-TR o classifica como ataque de pânico. Nem toda crise de ansiedade preenche esses critérios. A ansiedade generalizada é um estado mais constante, um ruído de fundo que acompanha o dia inteiro. Os dois podem aparecer juntos, e os dois têm tratamento.

Entre as psicoterapias, a TCC (Terapia Cognitivo-Comportamental) é uma das abordagens com mais evidência no tratamento para ansiedade generalizada, e diretrizes clínicas como as do NICE, o instituto britânico de excelência em saúde, a recomendam para o TAG. No consultório, isso significa aprender a separar fato de hipótese, diferenciar ruminação de planejamento e treinar o corpo para sair do estado de alerta.

Como funciona a terapia para estresse e burnout: o método Aurora do Caminhante

Há dois mil anos, as caravanas da Rota do Incenso cruzavam o deserto com uma regra simples. A cada dia de viagem, paravam num caravançarai: um abrigo fortificado para descansar, beber água e recuperar as forças. Quem tentava atravessar tudo num fôlego só ficava pelo caminho.

O método que criei, a Aurora do Caminhante, parte dessa imagem. O deserto continua lá: as metas, a equipe, os prazos, a família. O trabalho da terapia é ensinar você a se recuperar no meio da travessia.

Os 7 arcos de regulação

O método se organiza em sete arcos de regulação. Cada arco age sobre um ponto da cadeia do estresse. Os arcos entram conforme o seu caso pede, na ordem e no momento certos, e juntos devolvem ao organismo a capacidade de sair do alerta e voltar ao equilíbrio.

  • Descomprimir Regulação autonômica Tirar o corpo do estado de alerta e devolver a sensação física de calma, com técnicas aplicadas na hora, como a respiração diafragmática.
  • Assentar Regulação sensorial Organizar o ambiente ao seu redor para que ele pare de manter o alarme ligado e passe a sinalizar segurança.
  • Reorganizar Regulação comportamental Reconstruir o sono, a rotina e os hábitos que sustentam a recuperação, no lugar dos que sabotam.
  • Sustentar Regulação nutricional Cuidar da base bioquímica do equilíbrio emocional, com o apoio de um nutricionista.
  • Clarear Regulação cognitiva Examinar os pensamentos que mantêm o alarme aceso e torná-los mais flexíveis, realistas e leves.
  • Nomear Regulação emocional Reconhecer e dar nome ao que você sente, para agir com clareza em vez de reagir no automático.
  • Reconectar Regulação interoceptivaVoltar a perceber os sinais do corpo a tempo, antes que virem sintoma.

Como é o acompanhamento, passo a passo

Na prática, o acompanhamento segue estas etapas:

  1. Avaliação inicial.Uma entrevista detalhada e um instrumento validado de sintomas de estresse, o ISSL-R, de Marilda Lipp (referência brasileira nos estudos sobre estresse), para ter um ponto de partida medido.
  2. Formulação do caso.Entender o que mantém o seu alarme ligado. Cada pessoa tem uma combinação própria de pensamentos, hábitos e situações.
  3. Plano terapêutico.Você recebe, nas primeiras semanas, o que vamos trabalhar, em que ordem e por quê.
  4. Sessões semanais de 1 hora.Cada sessão segue a mesma ordem: primeiro regulamos o corpo, depois vem o trabalho principal e, no fim, você sai com algo concreto para a semana.
  5. Monitoramento contínuo.Toda semana registramos sono, humor, estresse e energia numa escala de 0 a 10. A evolução fica visível em números.
  6. Reavaliação.Ao fim do ciclo de 12 sessões, cerca de 3 meses, comparamos com o ponto de partida e decidimos juntos os próximos passos.

As técnicas vêm da TCC (Terapia Cognitivo-Comportamental) e das terapias de terceira onda, como ACT (Terapia de Aceitação e Compromisso) e MBCT (Terapia Cognitiva Baseada em Mindfulness), abordagens com ampla base de pesquisa em estresse e ansiedade. O tratamento também conta com um nutricionista da equipe, responsável pela regulação nutricional, com plano alimentar individualizado e foco em hábitos sustentáveis.

Cada pessoa responde num ritmo próprio, e por isso não trabalho com promessa de prazo. A melhora costuma vir em escada, com degraus e alguns tropeços. Os tropeços fazem parte do caminho. Por isso, a prevenção de recaídas entra no plano desde a primeira avaliação, para que você tenha suporte e siga em frente no processo.

Psicólogo ou psiquiatra: quem procurar primeiro?

O psicólogo trabalha com os pensamentos, as emoções e os comportamentos que mantêm o quadro. O psiquiatra é médico: diagnostica e, quando necessário, prescreve medicação.

Em muitos casos de estresse e ansiedade, a psicoterapia pode ser o ponto de partida. Em quadros mais intensos, os dois profissionais trabalham juntos. Quando avalio que é o caso, faço o encaminhamento para um psiquiatra de confiança.

Sintomas físicos novos, como dor no peito, palpitação ou falta de ar, pedem avaliação médica antes de tudo. É preciso descartar outras causas. Depois disso, a gente cuida do que o estresse está fazendo com você.

Referências

  1. AMERICAN PSYCHIATRIC ASSOCIATION. Diagnostic and Statistical Manual of Mental Disorders, Fifth Edition, Text Revision (DSM-5-TR). Washington, DC: APA, 2022.
  2. BRASIL. Ministério da Saúde. Portaria GM/MS nº 1.999, de 27 de novembro de 2023. Atualiza a Lista de Doenças Relacionadas ao Trabalho. Resumo em Conjur.
  3. CONSELHO FEDERAL DE PSICOLOGIA. Código de Ética Profissional do Psicólogo. Brasília: CFP, 2005.
  4. McEWEN, B. S. Stress, adaptation, and disease: allostasis and allostatic load. Annals of the New York Academy of Sciences, v. 840, p. 33-44, 1998.
  5. McEWEN, B. S. Physiology and neurobiology of stress and adaptation: central role of the brain. Physiological Reviews, v. 87, n. 3, p. 873-904, 2007.
  6. NATIONAL INSTITUTE FOR HEALTH AND CARE EXCELLENCE (NICE). Generalised anxiety disorder and panic disorder in adults: management. Clinical guideline CG113. Londres: NICE, 2011.
  7. REVISTA DO TST. A síndrome de burnout: a doença do trabalho e a CID-11 (código QD85). Revista do TST.
  8. WORLD HEALTH ORGANIZATION. International Classification of Diseases, 11th Revision (ICD-11), código QD85: Burnout. Genebra: OMS, 2019 (vigência em 2022).

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *